3 Grandes Erros que Tornam os Treinamentos Ineficazes - AnkyreAnkyre

3 Grandes Erros que Tornam os Treinamentos Ineficazes

Profissional de Vendas, seu maior empreendimento é você!!
5 de julho de 2016
3-Grandes-Erros-que-tornam-os-treinamentos-ineficazes-01-02

1º Grande Erro: Enxergar os treinamentos como um mal necessário

Ainda que estejamos no século XXI, continuamos nos deparando com pessoas que enxergam o treinamento como um mal necessário. “Mal” porque em alguns casos, as empresas ou os próprios treinandos, têm a impressão de que os treinamentos não trazem resultado efetivo. “Necessário”, primeiro porque algumas empresas precisam cumprir com um número mínimo de treinamento anual, ou ainda, manter seus certificados (ISO e outros) e segundo, com finalidade menos expressiva, para dar uma injeção de ânimo nos colaboradores e buscar melhores resultados.

A última pesquisa intitulada de “O Panorama Do Treinamento No Brasil”, realizada pelo ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento em parceria com outras quatro empresas do setor, publicada em 18 de outubro de 2015, onde 425 empresas participaram da coleta de dados, em outras palavras e fatos, reafirma exatamente o que citei anteriormente.

Nos EUA as empresas investem em cada colaborador, a média de U$1.208,00 por ano. No Brasil o valor médio por colaborador é de R$518,00.

Nos EUA se gasta com treinamentos aproximadamente 1,17% do faturamento bruto. No Brasil o número é de 0,23%.

Então podemos pensar: “Bom, nos EUA, o custo para realizar um treinamento é muito maior do que no Brasil, então é natural que atinja 1,17% do faturamento bruto e no Brasil somente 0,23%”.

Pensou errado. Errado porque esse último indicador diz tudo:

Nos EUA, anualmente são deliberadas 31,5horas de treinamento por colaborador.

O Brasil treina em média 16,5horas cada colaborado num período de 12 meses.

2° Grande Erro: Esperar que um treinamento seja a solução para todos os problemas

Há no mercado uma parcela de empresários e gestores que, em geral, esperam mais dos treinamentos.

Mas o que essa parcela possui em comum?

São pessoas que possuem um nível de esperança revolucionário, que esperam que o treinamento resolva seus problemas, como se fosse uma pílula do dia seguinte, ou uma injeção letal para acabar com os males do dia a dia dos colaboradores sem rumo, pouco eficazes, desinteressados, que dedicam o dia resolvendo coisas de casa, que deixam de ligar para os contatos, que esquecem de encaminhar a proposta, e assim por diante.

3º Grande Erro: Inversão de função

Qual a verdadeira função de um treinamento?

Se olharmos para dentro do conceito C.H.A., qualquer curso, treinamento, workshop, palestra, exercerá a função de trabalhar basicamente dois pontos:

“C” – 100% do conhecimento: entrega de conteúdo;

“H” – x% da habilidade: aplicação do conteúdo (conhecimento) através de dinâmicas, estudo de casos, simulação, etc.;

Basicamente, os treinamentos e cursos acabam não atuando no quesito “A” atitude. Eles podem até abordar construtivamente tópicos que ajudem com algumas características comportamentais e trabalhar isso, mas a atitude demonstrada pelos colaboradores nos cursos e treinamentos, é sem sombra de dúvidas, diferente da praticada no dia a dia no trabalho. O ambiente, a ocasião, as pessoas, o nível de cobrança, a atividade em si, tudo influencia no que diz respeito a atitude. E replicar esse contexto no dia a dia do trabalho é algo um pouco distante.

Trata-se de um fato para as empresas de treinamento e desenvolvimento humano considerarem, pois é notável que a busca incessante pelo autoconhecimento não é uma demanda sazonal nem minoritária. Trabalhar o quesito atitude “A” é tão importante quando ensinar conteúdo, AFINAL, conhecimento só se torna ferramenta quando colocado em prática.

“A” – ??%atitude: ensinar no treinando o “querer fazer”, “querer aplicar”, “querer mudar”, “querer mais” e, principalmente o “FAZER”.

Então, como lidar com essa realidade?

Me diga, qual a função da liderança após treinamento?

Vamos ser diretos: acompanhar e ajudar os colaboradores a aplicarem as boas práticas aprendidas, atuar como facilitador, criando um ambiente que estimule a atitude do querer e a do fazer.

A REVOLUÇÃO

Cada ano que passa, cresce a parcela de empresários e gestores que enxergam os treinamentos, cursos, workshops, palestras e qualquer outro meio de transmitir conhecimento como ferramentas fundamentais, não só para manter colaboradores motivados, mas PRINCIPALMENTE, para transformar a rotina de trabalho de qualquer colaborador e melhorar o desempenho de todas as partes envolvidas.

Agora, ainda que seja uma parcela minoritária, por que enxergam o treinamento de forma diferente?

As pessoas que fazem parte desse pequeno grupo, entendem que colher bons frutos de treinamentos da área de vendas, ou de qualquer outra área, não é uma tarefa fácil nem difícil, é simplesmente questão de função, OU SEJA, a liderança deve ser ativa num acompanhamento pós treinamento.

Cobrar resultados não é a questão. A questão aqui é ajudar os colaboradores a aplicar as boas práticas aprendidas, atuar como facilitador e criar um ambiente. Se o colaborador sentir que existe um tom de cobrança maior sobre ele, nos próximos treinamentos não haverá aproveitamento.

Muitas vezes, uma simples reunião de feedback já ajuda.

Uma outra estratégia, muito boa por sinal, é realizar reuniões informais entre os colaboradores que participaram de um determinado treinamento. Nessa reunião, é importante relembrar momentos fundamentais e tornar o ambiente mais descontraído e motivador possível. Isso acionará diretamente na mente de cada colaborador, as boas práticas aprendidas, e mais, despertará aquela atitude diferenciada do querer e do fazer mostradas naquele evento.

Grande abraço e fique em paz!
Renan Santos

Os comentários estão encerrados.

[]
1 Step 1
Nome
Depoimento
0 /
Previous
Next

RECEBA DICAS DE VENDAS E LIDERANÇA

Só mais um passo e você já vai poder aproveitar seu conteúdo.